Imagem capa - CRESCER NÃO DÁ PENA por Marcela Rosa
PARA MEUS PEQUENOS LEREM

CRESCER NÃO DÁ PENA

CRESCER DÁ SAUDADE




"Pena que cresce". Não, não é bem assim. A saudade chega quando o tamanho "miniatura" vai embora, claro. Mas ele tem que ir embora! Tem que vir o primeiro passo - que vai um dia levar o meu neném pra fora de casa. Tem que vir a primeira palavra - que vai um dia me dar uma resposta mal criada. Tem que vir a primeira festa - que vai me deixar mais ainda sem dormir. Tem que vir a primeira namorada - que não vai nem me dar ciúme, óbvio. Tem que chegar a saudade de dobrar o macacãozinho prematuro porque fica grande. Tem que chegar a saudade de não sair de casa sem mim. Tem que chegar a saudade de precisar do meu colo pra dormir!



Crescer não dá pena. Dá saudade! Dá vontade de voltar no tempo, não pra ter só aquele momento pra sempre, mas pra ver crescer de novo. Pra crescer de novo com ele.



A maior responsabilidade que existe tá longe de ser trocar fraldas e dar banho e alimentar e cuidar de uma febre e fazer dormir e criar. A verdade é que a maior responsabilidade é acompanhar o "primeiro" tudo dessa criatura. Mostrar que a vida não é difícil, que o mundo não tá perdido, que a gente ainda pode sonhar e ainda pode confiar nas pessoas. Mostrar como se faz isso pra se decepcionar menos (nunca pra não se decepcionar!). É garantir que a primeira impressão seja boa porque, como dizem, é ela que fica, né? A maior responsabilidade não é ser pai ou mãe. Naaaah! É ser companheiro, ser um amigo. Sabe a história de "fazer a diferença"? Então, só dá pra conseguir se fizermos diferente. Seguir o que a gente acha que é certo e não o que falam que é certo. A saudade entra exatamente aí: na vida sob medida que a gente constrói junto.



E, então, o primeiro passo. Pra felicidade.


Marcela Rosa








Você pensa como eu e compartilha dos mesmos sentimentos loucos que essa tal de maternidade traz?

Vamos bater um papo e deixar tudo isso guardadinho pro seu pequeno!! Afinal, quando toda essa rotina passar, tudo que eles vão querer (e nós também) é conseguir de alguma forma voltar no tempo.